Blog · 11 de outubro de 2019 · 3 min de leitura

Como Psicose mudou nossa forma de ir ao cinema

Como Psicose mudou nossa forma de ir ao cinema

 

Como Psicose mudou nossa forma de ir ao cinema

Se você nasceu no Planeta Terra, já deve ouvido falar em Psicose. O livro de Alfred Hitchcock foi publicado em 1959 e fala sobre a perturbada relação entre Norman Bates, sua mãe e um assassinato. Em 1960, a sangrenta história virou filme. Se você ainda não conhece Psicose, corra! A gente te espera 😉

Brincadeiras à parte, Psicose mudou a história do cinema. Se você está esperando um texto cheio de técnicas de filmagem, truques de enquadramento, dicas de roteiro e direção que fizeram com que Psicose virasse uma fonte de referência para futuros cineastas, sentimos em desapontá-lo! Vamos deixar essas questões para um outro momento. Psicose foi tão grande que mudou, inclusive, a forma como as pessoas iam ao cinema! Acredita?

Naquela época, os cinemas passavas os filmes sem ter uma agenda de programação. Você simplesmente chegava ao cinema, comprava o ingresso para o filme que queria ver e entrava na sala. Se o filme já tivesse começado, tudo bem. Você se sentava, assistia a partir dali e esperava a próxima exibição para pegar aquele comecinho que faltou. Aí, depois de assistir somente o que tinha perdido, você levantava e ia embora. Simples assim.

Nem dá para imaginar isso nos dias de hoje, que você compra ingresso não só com horário marcado, mas também o lugar!

Porém, quando Psicose foi sair nos cinemas, Hitchcock tomou duas ousadas e inusitadas atitudes: não ofereceu o filme para a crítica assistir com antecedência e criou uma regra de horário de exibição nas salas de cinema.

Afinal, trata-se de uma história de terror e suspense, onde existe toda uma construção de narrativa e acontecimentos e que culminam no ponto alto da trama, na grande revelação sobre os personagens. Se começassem a aparecer spoilers da crítica, ou se você entrasse na sala no meio do filme e pegasse “o bonde andando”, toda a magia e surpresa da história estariam completamente comprometidas.

A grande sacada de Hitchcock foi convencer os cinemas a colocar horários de exibição específicos, bem como avisos de que ninguém poderia entrar ou sair durante o filme. Apesar de torcerem o nariz, os cinemas aceitaram.

“Nós não vamos permitir que você traia a si mesmo! Você deve assistir a Psicose do início ao fim ara aproveitar completamente. Por isso, não espere ser admitido no cinema depois do começo de cada exibição. Nós dizemos que ninguém – e queremos dizer ninguém mesmo – nem o irmão do gerente, o Presidente dos Estados Unidos ou a Rainha da Inglaterra (Deus a abençoe)!”

E isso mudou tudo.

Psicose acabou ganhando um status de exclusividade. Afinal, um filme que passava com hora marcada e era cheio de restrições quanto a entrar e sair da sala, deveria ser bom, né? E era.

Isso acabou gerando uma expectativa nas pessoas. Formavam filas nos cinemas. Acabou, sem querer (ou querendo?), virando um grande caso de marketing positivo e, além de ajudar a transformar Psicose em um grande sucesso para muito além do seu tempo, mudou a forma como consumimos cinema para sempre.

 

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